segunda-feira, 27 de junho de 2011

A Cor Púrpura

"A cor púrpura" (Título Original: The Color Purple; 1985; 154 minutos; EUA) do consagrado diretor norte-americano Steven Spielberg, conta a história de uma mulher que passou a vida se submetendo às decisões das pessoas que estavam ao seu redor resultando em uma série de traumas que moldaram uma pesonalidade que se resumia em uma palavra: resignação.

O filme é baseado no romace da escritora Alice Walker e trata de questões como discriminação racial, discriminação contra a mulher e ainda de abuso sexual. A história  trata da vida de Celie, interpretada pela atriz Whoopi Golberg, que desde a adolescencia conhece o lado mais cruel do ser humano. Com a morte de sua Mãe, Celie passa a ser abusada sexualmente pelo seu pai. Desses abusos Celie engravida mais de uma  vez,  porém, suas crianças são levadas, causando um grande dano em Celie. Logo em seguida Celie se casa com o cruel Albert, interpretado por Danny Glover. A única pessoa  que realmente amava Celie era sua irmã caçula Nettie, interpretada pela atriz Akosua Busia, que além de lhe dar amor e carinho também lhe dá um dos melhores presentes que Celie recebe na vida, Nettie ensina Celie a ler e escrever. Posteriormente Nettie é separada de Celie, representando mais um drama na vida de Celie.
A separação "fraternal" que ocorre no filme serve para demonstrar o valor da educação na vida de Celie, que com o passar dos anos aprimora sua leitura e sua escrita  para o sonhado dia em que terá em suas mãos as cartas de sua irmã. Um dos momentos mais encantadores do filme é quando Nattie ensina sua irmã a ler usando os objetos da casa, representando para Celie muito mais que um momento de aprendizagem, para Celie, aquelas aulas marcam suas lembranças como um dos momentos mais ternos e puros de sua vida.
Ao decorrer do filme, Celie sofre abusos sexuais de seu pai de seu marido, entretanto, ambos deixam claro que a cosideram uma mulher extremamente feia. Além dos danos causas pelas agressões sexuais, Celie passa a vida se enxergando pelas ofensas dessas pessoas ferindo profundamente sua auto-estima, pois, para o seu pai ela não é tão bonita quanto a sua irmã, e para Albert, Celie não é tão bonita quanto Shug Avery. Albert nutri uma paixão "mal resolvida" com Shug, interpretada por Margaret Avery, uma cantora "mundana" filha de um pastor que por anos a renega.
Abert, demostrando um total desrespeito por Celie, leva Shug para passar uma temporada em sua casa. Porém, o que deveria ofender Celie, acaba sendo um fato determinante em sua vida, pois, ao contrario de Celie, Shug, mesmo com dolorosas feridas, é uma mulher forte e determinada e descobrindo o quanto Celie é bondosa passa a mostrar que todas as mulheres são maravilhosas e especiais mesmo que a sociedade diga o contrário. Shug, literalmente, ensina Celie a sorrir, assim, Celie passa a se ver de uma forma diferente.
Ser bonita, ser notada, ser respeitada. Celie descobre que ser tratada como um ser humano não é algo que se recebe "via caridade", mas sim, um direito inerente a todas as pessoas, independente de sua cor, nível cultural ou sexo. Depois de todo sofrimento, Celie finalmente descobre que o rumo que sua vida toma depende fundamentalmente de como cada pessoa se porta, de como cada pessoa decide, de como cada pessoa enfrenta.
O filme "A Cor Púrpura", emociona e motiva o lado obstinado dentro de cada telespectador, pois, muito da vida de cada pessoa ou muito do que cada pessoa planeja está "a uma atitude" de distância. 

Por Geila Honorato

Um comentário:

  1. adoro esse filme, geila, inclusive já o utilizei várias vezes em sala de aula. as reflexões suscitadas - homosexualidade, racismo, machismo, etc., são mais que atuais e pertinentes.

    adorei seu texto. um beijo!

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